sexta-feira

A vida...

Pensei quando adolescente que amávamos apenas uma vez.
Descobri com o passar do tempo que amamos várias vezes e de várias maneiras.
O que é mais importante?
A admiração intelectual
A afinidade
O carinho
O tesão
O companheirismo
Difícil julgar, o bom é quando encontramos isso tudo em uma única pessoa, coisa muito improvável de acontecer.
Parece sina, quando encontramos alguém sempre falta algo, e quase sempre a outra parte importante da história. Se a pessoa é carinhosa e companheira, provavelmente não nos desperta o tesão, se temos admiração e afinidades também pode nos faltar a tão falada “coisa de pele”. Ai chega naquela questão, por que essa coisa de pele é tão importante? Às vezes é mais importante que a admiração, que as afinidades, que o carinho e o companheirismo, mas infelizmente ela não subsiste sozinha. Temos necessidades, necessidades das mais variadas, temos o que julgo mais importante, medo, o medo faz a gente não arriscar, não sair de uma situação em que não temos nem 50% do que julgamos importante numa relação, faz com que achemos que não vamos conseguir outra pessoa, que assim já está bom. E sempre vem aquela pergunta e se não der certo? Sem falar que temos medo de pessoas com opinião própria, que parece nunca concorda conosco, que quando falamos parece que estamos falando sozinhos. Então é mais fácil ficar com alguém que mesmo desgastado nos faz crer que temos um relacionamento, ou quando estamos sozinhos, queremos continuar assim por que sempre achamos que aparecerá alguém melhor que as opções atuais e melhor não significa necessariamente o melhor, pode ser que aquela pessoa que nos apareceu seja tão “espetacular” que achamos que é demais pra nós e assim deixamos de viver.

Vivemos tanto em busca da felicidade e quando ela aponta não sabemos como lidar com ela, o medo, a impaciência e a baixa ou auto-estima nos deixar viver como mortos.

Com tanta gente sozinha, por que procuramos tanto? Seria tão mais fácil se os sozinhos se juntassem, ah, mas tem o problema da compatibilidade e ela quase nunca aparece. Acho bom esquecermos essa compatibilidade e nos entregarmos a alguém que nos desperte algo de bom, mesmo que seja apenas uma coisa e quem sabe a gente não acabe descobrindo que era justo o que andávamos a procura.

Marize Melo

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